O ransomware continua como a principal ameaça cibernética contra organizações de todos os portes. Em 2026, os ataques evoluíram para estratégias de dupla extorsão, onde os criminosos não apenas criptografam os dados mas também ameaçam divulgar informações sensíveis se o resgate não for pago.

A tática mudou. Pagamentos caíram, mas a frequência de ataques aumentou. Grupos como Rhysida, Akira e Play operam como serviços profissionalizados, oferecendo acesso a redes comprometidas sob modelo de affiliate.

## Como o ransomware entra

Vetores principais: phishing com anexos maliciosos, exploração de VPNs com vulnerabilidades não corrigidas, credenciais roubadas por infostealers, e ataques à cadeia de suprimentos. O acesso inicial é seguido por movimentação lateral e exfiltração de dados antes da criptografia.

O tempo médio entre o acesso inicial e o deployment do ransomware caiu para menos de 72 horas. Em alguns casos, como o do grupo Vanilla Tempest usando certificados fraudulentos do Fox Tempest, os payloads são assinados digitalmente para burlar defesas.

## Defesa em camadas funciona

Backups imutáveis são a última linha de defesa, mas não basta tê-los. O plano de recuperação precisa ser testado. Segmentação de rede limita a propagação. MFA resistente a phishing protege contra roubo de credenciais. Monitoramento de logs detecta movimentação lateral antes da criptografia.

A resposta a incidentes precisa ser ensaiada. Tabletop exercises regulares garantem que a equipe saiba o que fazer sob pressão.

## O debate sobre pagamento

A maioria dos especialistas recomenda não pagar. Pagamentos financiam a continuidade dos grupos e não garantem a recuperação dos dados. Estatísticas mostram que apenas 60% das organizações que pagam recuperam todos os seus dados. Além disso, o pagamento pode violar regulamentações de compliance em jurisdições com sanções.

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